Ruas com histórias

31 05 2010

Sem abrigo, sem “casa”, sem constante socialização, sem afecto, sem amor.
Nas ruas da amargura, sem nenhum porto de abrigo se não a arcada do prédio x ou a rua fulano tal.
Vidas incómodas aos olhos de uns, vidas cheias aos olhos de outros.
Se olharmos como quem quer ver não é difícil encontrar aqueles cuja sociedade abandonou e Deus há muito deixou.
O tempo na rua tem um sabor diferente, quase insípido, não se dá pelos dias passar, nem pelo avançar das horas.
A solidão incomoda, dói nos olhos de quem não quer ver.
Mas as ruas nunca estão vazias, eles nunca estão sozinhos.
Em cada ruela escondida, cada recanto esquecido, cada avenida perdida.
Ah… Se as ruas da minha cidade falassem! O que tinham para contar… Tanto como as paredes de uma casa de família por onde já passaram gerações e gerações… carregam sobre os ombros histórias de vida, histórias de uns, histórias de outros… histórias de rua.








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